domingo, 13 de abril de 2014

Coco - Girias do Norte

Currupio

O Severina vai na barra da cangaia
Traga pedra, o fuzil e meu cigarro de palha
Corre menina, vai depressa e chame Roque
Diga ele que me traga algodão num curriboque
Traga pouquinho poupando meu paiol
Só quero que traga um tanto de botar no matricó
Deixa reserva de Zefa fazer pavio
Que também quer outro tanto do fuso para fazer fio
Para Mané fazer cordão para botar no currupio.

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Gírias do norte
Jacinto Silva

O zé do brejo quando se casariou
Ele me convidariou pr'uma quadrilha eu marcaria
Marcariei uma quadrilha ritmada
Foi até de madrugada todo mundo com seu parear 
Alavantiú, chá de dama na rariê
Cantei coco pra valer
Todo mundo com seu parear 
Cantariei na festa de casamento
Da filha de pedro bento na fazenda caiucariá
O zé do brejo noivo muito animado
Logo depois de casado me pediu para cantaria 
Me perguntaram por que é que eu canto assim
Eu então lhe respondi: é porque a minha língua não dariar
Esse negócio de dizer alavantú, chá de dama, rariê
Eu posso me atrapalhariá


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Coco Sincopado
Jacinto Silva

Agora vou cantar o coco sincopado
É de banda que nem de lado
Vou ver se a minha língua dá.
A minha língua nesse coco não bambeia,
O coco é sincopado eu vou sincopar.
Eu já cantei coco trocado e quadrão
Só falta o coco sincopado
Eu vou sincopar por isso vou cantando
O coco e sincopando
Se o coco é sincopado, o cantor tem que sincopar
Por isso eu vou cantar o coco sincopado
É de banda que nem de lado,
Vou ver se minha língua dá
A minha língua língua nesse coco
Coco é sincopado, eu vou sincopar
A minha língua nesse coco não bambeia
O coco é sincopado eu vou sincopar
Eu quero ver você sincopar esse coco,
Esse coco eu quero ver você sincopar
Olha esse coco é todo sincopado
É um nó cego e bem dado para o cantor desatar


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